Como tudo começou
quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os onze anos de aprendizado no ministério da MPC de Brasília foram maravilhosos. É verdade que os dois últimos foram muito prejudicados pela prioridade dada ao estudo na Amide. Missões estava e está no meu sangue geneticamente modificado depois de minha decisão por Jesus e isto falou mais alto. Vamos tirar uma férias na casa da sogra, no litoral capixaba e quando a gente voltar para Brasília veremos com tudo se desvenda.
Que voltar que nada, Deus iria, como diz minha linda esposa, nos dá uma rasteira nas férias mesmo. Ainda me lembro daquela conversa regada por muito vento numa típica noite de verão na calçada da Praia da Costa. Eu e o Pastor Douglas (casado com a Márcia, minha cunhada) ficamos conversando enquanto que as nossas esposas e filhos brincavam no pula-pula. Não sei bem porque a conversa foi parar lá na serra, mas me lembro que eu lhe falei que era um misisonário precisando de um campo para trabalhar. Ele falou então da igreja que estava fechada lá em Piaçu e disse que eu precisava ir lá, conhecer o campo, sem compromisso, talvez Deus falasse alguma coisa.
Foi difícil achar um sábado para ir lá mas no dia 24 de janeiro, sem o Douglas que trabalha muito nas reformas das escolas no período de férias, subimos a serra. Em meu coração havia uma oração secreta com Deus. Se tu estiveres neste negócio, Senhor, a primeira coisa que deverá acontecer para mim, é a Mônica ter o coração aberto para a nossa ida para aquele local.
A viagem é de duas horas, partindo de Vila Velha pela BR262, no caminho uma parada para o café da manhã em um ponto turístico da estrada, já no meio da serra. A parada da Bica fica ao lado da rodovia e de uma linda e pequena cachoeira que se une a um rio e passam embaixo do restaurante. Um lugar maravilhoso para quem está subindo ou descendo a serra e quer aliviar a tensão da estrada.
Era um sábado pos chuva e atravessamos alguns lamaçais para chegar no pequeno sítio do irmão Preto, que nos esperava para almoçar. Até então nada de Deus falar conosco. Por enquanto apenas vimos pequenas roças que rodeiam a estrada viscinal que tange a BR e vai para o município de Muniz Freire. Um pequeno vilarejo com uma cooperativa de produtores de tomate, uma capela católica e um campo de futebol em meio a duas dúzias de casas.
Após o almoço fomos visitar as pessoas e paramos na igreja abandonada. Naquele momento havia algo de extraordinário no ar. Deus estava falando e pude ver as lágrimas nos olhos da Mônica. Uma irmã que voltou para a Católica após participar da igreja que fechara perguntava para a Márcia, "porque vocês não voltam?" Oramos ali dentro daquele pequeno templo abandonado e empoeirado e fomos olhar os imensos paredões de pedra que compõem a paisagem. Foi quando ouvi a resposta de Deus sair mansamente dos lábios de Mônica: "nada nos prende em Brasília, porque a gente não vem para cá?" Eu nada falei com ela até então e estipulamos que precisávamos de respostas de Deus e que iríamos orar.
Depois de vermos mais belezas nas pessoas e no local voltamos para Vila Velha e quase não dormimos aquela noite para estabelecer como nós ouviríamos Deus nos responder sobre a mudança. O fato é que Deus disse sim para tudo o mais: a aceitação do Pastor Eliezer quanto a nossa ida para lá, a venda da casa em Brasília e a aquisição de um imóvel bem localizado em Vila Velha para nos estabelecermos e podermos trabalhar no campo sem prejudicar a escola do André Gustavo. É uma fase de transição e a partir daqui estudaremos novas formas de conciliarmos todas as coisas para a glória de Deus.
posted by Ministério de Casais @ 20:06,
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